minha carreir e O Império Bizantino
ESQUEMA - RESUMO
Mosaico religioso: exemplo da arte bizantina
Características Econômicas e Políticas
- - Imperador Constantino: foi o responsável pela transferência da capital do Império Romano para Constantinopla, após a invasão dos povos bárbaros no século IV.
- Capital = Constantinopla (atual Istambul na Turquia)
- Império tinha muita riqueza, comércio avançado e bem desenvolvido, vida urbana intensa, população elevada, principalmente nas grandes cidades como, por exemplo, Constantinopla
- Poder Centralizado = Imperador controlava economia, política e sociedade em geral
Sociedade e Religião
- Igreja Católica Ortodoxa: comandada por um Patriarca (equivalente ao papa da Igreja Católica Romana)
- Sociedade Hierarquizada (em camadas sociais com pouca mobilidade) : Imperador e sua família, assessores do imperador, alto clero, elite (grandes proprietários rurais, grandes comerciantes), camada média (pequenos comerciantes, artesãos, baixo clero), camada pobre formada por camponeses.
Império Bizantino
História do Império Romano do Oriente, importância de Constantinopla, arte bizantina, cultura no Império Romano do Oriente, Questão Iconoclasta, o comércio em Bizâncio, a organização social, História Antiga.
Exemplo de um mosaico bizantino
Saiba mais
A arte Bizantina teve seu centro de difusão a partir da cidade de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, e desenvolveu-se a princípio incorporando características provenientes de regiões orientais, como a Ásia Menor e a Síria.
A aceitação do cristianismo a partir do reinado de Constantino e sua oficilização por Teodósio procuraram fazer com que a religião tivesse um importante papel como difusor didático da fé ao mesmo tempo que serviria para demonstrar a grandeza do Imperador que mantinha seu caráter sagrado e governava em nome de Deus.
A tentativa de preservar o caráter universal do Império fez com que o cristianismo no oriente destacasse aspectos de outras religiões, isso explica o desenvolvimento de rituais, cânticos e basílicas.
O apogeu da cultura bizantina ocorreu durante o reinado de Justiniano ( 526-565 d.C. ), considerada como a Idade de Ouro do império.
Arquitetura
O grande destaque da arquitetura foi a construção de Igrejas, facilmente compreendido dado o caráter teocrático do Império Bizantino. A necessidade de construir Igrejas espaçosas e monumentais, determinou a utilização de cúpulas sustentadas por colunas, onde haviam os capitéis, trabalhados e decorados com revestimento de ouro, destacando-se a influência grega.
A Igreja de Santa Sofia é o mais grandioso exemplo dessa arquitetura, onde trabalharam mais de dez mil homens durante quase seis anos. Por fora o templo era muito simples, porém internamente apresentava grande suntuosidade, utilizando-se de mosaicos com formas geométricas, de cenas do Evangelho.
Na cidade italiana de Ravena, conquistada pelos bizantinos, desenvolveu-se um estilo sincrético, fundindo elementos latinos e orientais, onde se destacam as Igrejas de Santo Apolinário e São Vital, destacando-se esta última onde existe uma cúpula central sustentadas por colunas e os mosaicos como elementos decorativos.
Pintura e Escultura
A pintura bizantina não teve grande desenvolvimento, pois assim como a escultura sofreram forte obstáculo devido ao movimento iconoclasta . Encontramos três elementos distintos: os ícones, pinturas em painéis portáteis, com a imagem da Virgem Maria, de cristo ou de santos; as miniaturas, pinturas usadas nas ilustrações dos livros, portanto vinculadas com a temática da obra; e os afrescos, técnica de pintura mural onde a tinta era aplicada no revestimento das paredes, ainda úmidos, garantindo sua fixação.
Destaca-se na escultura o trabalho com o marfim, principalmente os dípticos, obra em baixo relevo, formada por dois pequenos painéis que se fecham, ou trípticos, obras semelhantes às anteriores, porém com uma parte central e duas partes laterais que se fecham.
Mosaicos
O Mosaico foi uma forma de expressão artística importante no Império Bizantino, principalmente durante seu apogeu, no reinado de justiniano, consistindo na formação de uma figura com pequenos pedaços de pedras colocadas sobre o cimento fresco de uma parede. A arte do mosaico serviu para retratar o Imperador ou a imperatriz, destacando-se ainda a figura dos profetas.
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Filosofia Medieval
Arquitetura Medieval
O cristianismo ortodoxo, uma das particularidades do Império Bizantino.
O colapso do Império Romano sentiu um de seus maiores golpes quando, em 395, o imperador Teodósio dividiu os territórios em Império Romano do Ocidente e do Oriente. Em 330, o imperador Constantino criou a cidade de Constantinopla no local onde anteriormente localizava-se a colônia grega de Bizâncio. Não sentido os reflexos da desintegração do Império Romano, a cidade de Constantinopla aproveitou de sua posição estratégica para transformar-se em um importante centro comercial.
Cercada por águas e uma imponente fortificação, a cidade de Constantinopla tornou-se uma salvaguarda aos conflitos que marcaram o início da Idade Média. Com o passar do tempo, o Império Bizantino alcançou seu esplendor graças à sua prosperidade econômica e seu governo centralizado. No governo de Justiniano (527 – 565), o império implementou um projeto de expansão territorial que visava recuperar o antigo esplendor vivido pelo Antigo Império Romano.
Ao longo de seu reinado, Justiniano conseguiu conter o avanço militar dos persas e búlgaros sob a região balcânica. Logo depois, empreendeu a expulsão dos vândalos do Norte da África. Mais tarde, deu fim à dominação gótica na Península Itálica e tomou a Península Ibérica dos visigodos. Apesar de chegar a reagrupar os antigos domínios da Roma Antiga, Justiniano não conseguiu resistir às novas invasões dos povos germânicos na Europa e a dominação árabe no Norte da África.
No plano político, Justiniano buscou a formulação de leis que se inspiravam nos antigos códigos jurídicos romanos. Formando um conjunto de juristas influenciados pelo Direito Romano, Justiniano compilou um grupo de leis que formaram o chamado Corpo do Direito Civil. Apesar de empreender a ampliação dos domínios do império, Justiniano foi vítima de uma grande conturbação. Na Revolta de Nika (532), vários populares organizaram um movimento em protesto contra as pesadas cargas tributárias e o grande gasto empreendido nas campanhas militares.
Mesmo contando com essa aproximação do mundo romano, o Império Bizantino sofreu influência dos valores da cultura grega e asiática. Um dos traços mais nítidos dessa multiplicidade da cultura bizantina nota-se nas particularidades de sua prática religiosa cristã. Divergindo de princípios do catolicismo romano, os cristãos bizantinos não reconheciam a natureza física de Cristo, admitindo somente sua existência espiritual. Além disso, repudiavam a adoração de imagens chegando até mesmo a liderarem um movimento iconoclasta.
Essas divergências doutrinárias chegaram ao seu auge quando, em 1054, o Cisma do Oriente estabeleceu a divisão da Igreja em Católica Apostólica Romana e Ortodoxa. Dessa forma, a doutrina cristã oriental começou a sofrer uma orientação afastada de diversos princípios do catolicismo tradicional contando com lideranças diferentes das de Roma.
Na Baixa Idade Média, o Império Bizantino deu seus primeiros sinais de enfraquecimento. O movimento cruzadista e a ascensão comercial das cidades italianas foram responsáveis pela desestruturação do Império. No século XIV, a expansão turco-otomana na região dos Bálcãs e da Ásia Menor reduziu o império à cidade de Constantinopla. Finalmente, em 1453, os turcos dominaram a cidade e deram o nome de Istambul, uma das principais cidades da Turquia.
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Idade Moderna
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
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A religiosidade medieval
Barroco
Por: Rainer Gonçalves Sousa
Tendência que se manifestou nas artes plásticas, na literatura, na música e no teatro, no começo do século XVII. Teve início na Itália e se espalhou por Espanha, Holanda, Bélgica e França. Na Europa, permaneceu até meados do século XVIII. Atingiu América Latina do início do XVII até o fim do século XVIII.
Em um período em que a Igreja Católica tentava recuperar o espaço perdido com a Reforma Protestante e os reis se davam poderes divinos, a arte barroca buscou conciliar a espiritualidade e a emoção da Idade Média com o antropocentrismo ( homem como centro de tudo) e a racionalidade do Renascimento. A característica mais marcante do Barroco é o contraste e a contradição.
A fase final do barroco foi o rococó, originário
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Mais informações
Exhibitors
Por: Roberto D´arte
Mesmo tendo passado boa parte da minha vida ouvindo críticos e artistas confiáveis alardeando maravilhas da obra de Roberto Carlos, demorei pelo menos quinze anos para saber do que eles estavam falando. Na minha infância, na década de 1970, chegava a escutar algumas das músicas que hoje sei fazer parte de uma época áurea da carreira do maior expoente da Jovem Guarda e um dos maiores da MPB. No entanto, logo entraria na adolescência e dividiria meu gosto musical entre o rock nacional e internacional (neste caso, mais voltado para a “safra” de 60/70), partilhado com a própria Música Popular Brasileira, através de Caetano, Gil, Milton, Djavan, Chico, João Bosco, etc.
Confesso que o título de “Rei”, somado ao longo período de discos recheados de homenagens a caminhoneiros, gordinhas e mulheres de óculos pouco me seduziram em conhecer com mais propriedade a obra de Roberto. Felizmente, tive o prazer de ser “reapresentado” a ela por um amigo e pude ver que sua discografia possui verdadeiras pérolas, que certamente são inéditas para a nova geração, já massacrada pela montanha de lixo que vem se acumulando no mercado fonográfico, nas rádios e nos programas de auditório da TV.
Além das excelentes letras, os arranjos melódicos das canções mais antigas de Roberto Carlos (a maior parte assinada também por Erasmo Carlos) são feitos sob medida para emocionar. Quem quiser conferir, deixo a seguir os nomes de, pelo menos, uma dezena delas, praticamente todas com sucesso absoluto nas rádios do país à época em que foram lançadas: “Quero ter você perto de mim”, “Sua estupidez”, As flores do jardim de nossa casa”, “Eu disse adeus”, “As curvas da estrada de Santos”, “Como vai você”, “O divã”, “Cavalgada”, “Menor que o meu amor” e “Detalhes”.
Sei que as aspirações e as fases na carreira de um artista mudam de acordo com as suas próprias mudanças interiores ou amadurecimento profissional. Nem sempre os fãs entendem e respeitam isto, o que leva muitos a terem uma visão egoísta e simplória daqueles a quem admiram. O que é estranho é perceber, no caso da música, que muitos deles embarcaram na onda dos apelos meramente comerciais, deixando de lado uma qualidade que era marca registrada de seus trabalhos iniciais.
A evolução pressupõe uma subida gradativa de degraus e não o contrário. Com Roberto Carlos isso é nítido! Eu desafio a qualquer crítico de música a apresentar argumentos plausíveis defendendo a tese de que os últimos vinte anos da sua discografia tenham sido melhores do que os primeiros.
Em termos comerciais é até compreensível que ele siga uma linha mais próxima do que tem sido oferecido ao grande público, principalmente no campo do “sertanejo romântico”. Seus especiais de fim de ano na Globo sempre têm uma parte dedicada ao passado, mas sempre em cima dos hits já muito regravados ou muitíssimos conhecidos. As bandas que o acompanham nestas apresentações são sempre de extrema qualidade, mas sinto falta das belíssimas músicas que poucos hoje têm o privilégio de ouvir, a não ser que corram atrás. Nem os programas de flash back, que quase todas as rádios comerciais têm, costumam tocar estas e outras pérolas deste capixaba de Cachoeiro de Itapemirim.
Registro aqui o meu oportuno e totalmente dispensável “mea culpa”, também para oferecer a oportunidade de falar do que vale a pena, mas, principalmente, para me retratar com minha própria consciência pelas incontáveis vezes que ofendi Roberto enquanto artista. Sempre é tempo de revermos nossos próprios valores e conceitos, permitindo-nos vencer as limitações e, por que não, as limitações dos outros.
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Segundo Moreno os domínios da pantomima, do ritmo, dança e música, e o domínio do (aparentemente) absurdo. São necessários métodos para a exploração e desenvolvimento de uma psicopatologia sem linguagem, não-semântica. Um exemplo ilustrativo de tal método é a experimentação com os estados de espontaneidade, com o processo de aquecimento preparatório (warming-up) e com o movimento do corpo no espaço. Não lidamos, principalmente, com a associação de palavras. Nenhum processo verbal era esperado.
O corpo fez seu aquecimento preparatório para uma dança e, eventualmente, surgiu um dialogo. Portanto, sugerimos sinais não-semanticos análogos às notas musicais para representar um curso de ação intermédio, um entrelaçamento de complexos emotivos. O terapeuta da dança foi diferençado em duas categorias: ator-dançarino que dança para curar-se – autocatarse – e o ator-dançarino que dança para representar um grupo de espectadores, os quais co-experimentam com ele o desempenho da dança –catarse coletiva.
Pantomima:
De todas as facetas do teatro profissional, a pantomima é classificada como a mais difícil, a que mais consome tempo e tecnicamente a mais complicada.
A visibilidade, gesticulação, expressão, absorção e energia são o que há de mais importante em pantomima.
Consistência; Resistência exagerada; Expressão e gestos exagerados; são as três propriedades necessárias para realizar pantomima;
Consistência:
Os objetos representados devem manter o mesmo tamanho. Um volante não pode diminuir e aumentar; os copos não podem pairar no ar, devem ser colocados em algum lugar; um cabo de vassoura não é um macarrão escorregadio.
Resistência exagerada:
Se na mímica empurramos uma porta, puxamos uma corda, levantamos uma mala, apertamos um botão, colhemos uma flor, batemos em uma porta, levantamos um peso, apertamos um parafuso, pregamos um botão ou representamos uma outra ação qualquer, a resistência contra o objeto deve ser exagerada e “maior” do que na vida real. Colher flores pode não exigir esforço algum, mas na pantomima o ator deve praticar a ação mais definida, mais pronunciada, maior.
Expressão e gestos exagerados:
Se na mímica apontamos para alguém, choramos, rimos, ficamos alegres ou tristes, reagimos com espanto, horror ou felicidade, os gestos e expressões faciais usados devem ser exagerados, tornados maiores, do que na vida real.
Semântica = estudo das mudanças ou trasladações sofridas, no tempo e no espaço, pela significação das palavras.
Não lidamos, principalmente, com a associação de palavras. Nenhum processo verbal era esperado. O corpo fez seu aquecimento preparatório para uma dança e, eventualmente, surgiu um dialogo. Portanto, sugerimos sinais não-semanticos análogos às notas musicais para representar um curso de ação intermédio, um entrelaçamento de complexos emotivos.
Experimentação com os estados de espontaneidade, com o processo de aquecimento preparatório (warming-up);
Os estados espontâneos são gerados por vários dispositivos de arranque. O sujeito coloca o seu corpo e mente em movimento, usando atitudes corporais e imagens mentais que o levam a alcançar esse estado. (warming-up)
Ator-dançarino que dança para curar-se – auto catarse;
A catarse mental que esperamos terá lugar no ator, na mente da pessoa que está sofrendo a tragédia. O local da catarse transferiu-se dos espectadores para o palco. Os atores são os pacientes; eles necessitam da catarse, então todo o processo que se desenrola no palco tem de ser reconsiderado.
Catarse coletiva; Ator-dançarino que dança para representar um grupo de espectadores, os quais co-experimentam com ele o desempenho da da
• , obra inglesa de...
Diversas condições históricas contribuíram para a ascensão da Igreja na Idade Média.
Comummente reconhecido como a “Idade da Fé”, o período medieval estabelece a consolidação do cristianismo no interior de toda a Europa. Para que compreendamos esse processo, é necessário que tenhamos primeiramente conhecimento sobre a notória organização que estabeleceu uma funcionalidade ímpar a essa instituição. Por volta de 325, membros da Igreja Cristã se reuniram na cidade de Niceia para discutir um amplo leque de questões organizacionais e espirituais.
A partir desse momento, a Igreja passou a ser portadora de uma doutrina oficial que deveria ser disseminada por um corpo de representantes espalhados em toda a Europa. No século V, a hierarquia clerical seria sustentada pelos padres, que, por sua vez, seriam subordinados à autoridade dos bispos. Acima destes estavam os arcebispos e, logo em seguida, os patriarcas das mais importantes cidades europeias. No ano de 455, o bispo de Roma se tornou papa, passando a controlar a cristandade ocidental.
Historicamente, vários documentos e obras de membros do clero prestigiavam valores de caráter passivo e subordinativo. Desvalorizando a vida terrena, reforçavam que as penúrias e condições da existência material deveriam servir de alento para a espera de uma vida espiritual abundante. Com isso, a Igreja defendeu a ordem social estabelecida argumentando que o mundo feudal refletia, de fato, os desígnios de Deus para com os seus devotos.
Paralelamente, podemos assinalar que outros dogmas, como o medo da morte, a pecaminosidade do sexo e o medo do inferno, eram de grande importância para o comportamento do homem medieval. A utilização de imagens sagradas também serviu como um importante instrumento didático para inculcar os valores de subserviência e temor ligados ao pensamento cristão. Tais ações sistemáticas foram importantes para que o número de fiéis abnegados atingisse números expressivos.
A disseminação dos valores cristãos acabou não só interferindo no pensamento religioso medieval, mas também ampliou o papel da Igreja no momento em que esta passou a controlar terras e influenciar determinadas ações políticas. Não por acaso, observamos que vários membros da nobreza e outros monarcas dessa época entregaram parte de suas propriedades como uma prova de abnegação. Com isso, o papel desempenhado pelo clero na Europa Feudal atingiu os campos político e econômico.
Sem dúvida, toda essa série de práticas, valores e ações foram determinantes na transformação da Igreja em uma instituição com amplos poderes. Desde sua gênese, percebemos que o cristianismo teve que negociar com os vários hábitos e crenças das civilizações pagãs, caso quisesse ampliar o seu número de convertidos.
Além disso, devemos mostrar que a hegemonia da Igreja esteve diversas vezes ameaçada pela organização de seitas e heresias que buscavam valores não abraçados pela doutrina oficial. No século XI, as dissidências com os líderes da Igreja Oriental culminaram no Cisma do Oriente, fato que deu origem à Igreja Católica e à Igreja Bizantina. Nos fins da Idade Média, movimentos heréticos fixaram as bases de outras tensões que marcaram a Reforma Protestante, no século XVI.
Por Rainer de Sousa
Graduado em História
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