quinta-feira, 11 de março de 2010

Esse rio é minha rua

minha carrFOI ASSIM
( Paulo André e Ruy Barata )
Foi assim,
como um resto de sol no mar,
como os lenços da preamar,
nós chegamos ao fim.

Foi assim,
quando a flor ao luar se deu,
quando o mundo era quase meu,
tu te foste de mim.

"Volta, meu bem", murmurei.
"Volta, meu bem", repeti.
"Não há canção nos teus olhos,
nem amanhã nesse adeus ! "

Horas, dias, meses se passando
e, nesse passar, uma ilusão guardei:
ver-te novamente na varanda,
a voz sumida e quase em pranto,
a murmurar "meu bem, voltei".

Hoje essa ilusão se fez em nada
e a te beijar outra mulher eu vi,
Vi no seu olhar envenenado
o mesmo olhar do meu passado
e soube então que te perdi.

(Gravado no exterior e no Brasil por Fafá de Belém em disco Polygran. Trilha musical de novela e filme)



NOITE DE PARICÁ
( Paulo André e Ruy Barata )

Chamei o sono, veio você,
você na folha do paricá,
pastei nos campos de Oxelê,
deitei na rede do Grão-Pará

Pisei a nuvem que não se vê,
vesti o manto de Yemanjá,
fechei o corpo, não sei porque,
pedi cachaça com guaraná.

E, de repente, se fez a semente,
em quarto crescente a lua brilhou,
brilhou sobre o lago parado,
recanto encantado num canto de amor.

Abri os braços em tantos abraços,
lenços e laços que a noite lançou,
lançou na maré da vazante,
várzeas e ventos, na voz que chegou.

(Gravado por Paulo André Barata, em disco Continental e Lucinha Bastos em disco promocional da Engeplan)



INDAUÊ TUPÃ
( Paulo André e Ruy Barata )

Ô indauê Tupã,
ô indauê Tupã,
vim de quando,
vou pra onde,
passei Conde,
Cametá,
a canoa
vai de proa
e de proa eu chego lá.

Rema, meu mano rema,
meu mano rema,
rema que o sol na brenha,
se qué deitá.
Rema, meu mano rema,
meu mano rema,
que a canoa vai de proa
e de proa eu chego lá,
que a canoa vai de proa
e de proa eu chego lá.

(Gravado por Fafá de Belém em disco Polygran; Paulo André Barata, em disco Continental; e Claudio Nucci, Vital Lima e Marco André em disco promocional da Engeplan. Trilha musical de filme)



PARANATINGA
( Paulo André e Ruy Barata )

Antes que matem os rios,
e as matas por onde andei,
antes qeu cubram de lixo,
o lixo da nossa lei,
deixa que cante contigo,
debruçado em peito amigo,
as coisas que tanto amei,
as coisas que tanto amei.

Antes que matem a lembrança
dos muitos chãos que pisei,
antes que o fogo devore
o meu cajado de rei,
deixa que eu cante afinal,
na minha língua geral,
as coisas que tanto amei,
as coisas que tanto amei.

Araguary, Anapu, Anauerá,
Canaticu, Maruim, Bararoá,
Tajupará, Tauari, Tupinambá.
Surubiu, Surubim, Surucuá,
Jambuaçu, Jacamim, Jacarandá.
Marimari, Maicuru, Marariá.
Xarapucu, caeté, Curimatá,
Anajibu, Cunhantã, Pracajurá.
As coisas que tanto amei,
as coisas que tanto amei.

(Gravado por Paulo André Barata, em disco Continental e Lucinha Bastos em disco promocional da Engeplan. Trilha musical de filme)



PORTO CARIBE
( Paulo André e Ruy Barata )

Quem vai querer, vai querer,
vai querer desarrumar...
Quem vai querer, vai querer,
vai querer lambadear...

Eu sou de um país que se chama Pará,
que tem no Caribe o seu porto de mar,
E sei, pelos discos do velho Cugat,
que io, io num puedo vivir sin baylar,

Lambada nega vem cá,
neguita nega me dá,
me dá que eu dou,
te dou aquele fungá
das ilhas do bom chamar amor...

Calar eu me calei, agora vou falar,
Paris se cheguei vou ficar.
New York, Moscou,
Berlim e Bogotá,
eu sou, sou mandinga do Pará.

(Gravado por Lucinha Bastos em disco
eir e meu sucesso

Nenhum comentário: